Meus cortes não cicatrizam
Minha alma não se regenera
Estou como eles queriam
Sendo engolida por uma fera!
Uma besta desgovernada
Que quer governar a minha vida
É tão rápida que parece alada
Vem cutucando mais a minha ferida
A besta é minha doença
Meu vírus que não tem cura.
Ela roubou a minha crença
E me deixou em carne crua!
Minhas lágrimas não têm mais fim!
Olho no espelho...
A besta está dentro de mim!!!
Como ela conseguiu
Entrar dentro de mim?
A minha mente ela ruiu
Tenho que matá-la enfim!
Pego meu punhal
E sinto até fervor
Vou acabar com todo meu mal
Vou curar toda a minha dor.
Ali! Ali está a fera!
Finalmente a encurralei
Parece que ela me espera.
Vai ser um golpe certeiro, pensei, mirei...
Empurro a arma com convicção
E com felicidade infinita!
Senti um alívio, uma emoção.
Acabou-se minha dor ambígua.
Agora sim estou livre da maldita!
Olho ao redor...
E sou eu quem está caída.
"Eu não sou uma sonhadora. Só devaneio para alcançar a realidade!" C.Lispector
segunda-feira, 26 de novembro de 2007
quarta-feira, 21 de novembro de 2007
Alicerce
Meus sonhos são pontes
Que se apóiam nos seus olhos reluzentes
Perdidos nos horizontes
De seus cabelos tão dementes.
Suas costas são meus pilares
Que vivem a me sustentar
Tuas mãos são meus males
Que escalo andar por andar
Suas pernas me fazem ir em frente.
São meu alicerce na terra.
Sem elas a estrada me mente.
Sem você meu chão se esfarela.
Seus lábios são os domadores
Do meu coração desenfreado
Eles têm os sabores...
Do meu sonho tão desejado.
Que se apóiam nos seus olhos reluzentes
Perdidos nos horizontes
De seus cabelos tão dementes.
Suas costas são meus pilares
Que vivem a me sustentar
Tuas mãos são meus males
Que escalo andar por andar
Suas pernas me fazem ir em frente.
São meu alicerce na terra.
Sem elas a estrada me mente.
Sem você meu chão se esfarela.
Seus lábios são os domadores
Do meu coração desenfreado
Eles têm os sabores...
Do meu sonho tão desejado.
quarta-feira, 14 de novembro de 2007
-04/jan/2007-
Pó, cinza, é o que seremos. É a lei do mundo, mesmo ele não querendo, mesmo se remoendo, pó e cinzas serás ao vento, neste imenso desalento.
Querendo ou não irás ao vento, querendo ou não viverás apenas por um momento!
domingo, 11 de novembro de 2007
.Inevitáveis Não Verdades.
Quanta pena senti ao te ver,
Rastejando por uma verdade.
Verme de pura vaidade,
Só mentiras soube dizer.
Inevitáveis não-verdades!
O mundo pegava em trancos
Enquanto você trancava tudo que podia
E embaixo de seus lençóis escondia
Um enorme emaranhado de prantos
Que lhe servia de garantia...
Que acabasse tudo em barrancos!
Um mundo sem ordens se erguia
Você da própria sombra se escondia
Suspirando um antigo canto
E todos lhe esqueciam da noite para o dia!
Você, nefasto ninguém que mentira,
Já não fazia diferença na Terra.
Quem sabe um dia na inevitável quimera
Dos tempos você voltaria...
Para lembrar que todos igual a você fariam:
Mentiriam! Roubariam! E no fim, para variar...
Sumiriam!
Rastejando por uma verdade.
Verme de pura vaidade,
Só mentiras soube dizer.
Inevitáveis não-verdades!
O mundo pegava em trancos
Enquanto você trancava tudo que podia
E embaixo de seus lençóis escondia
Um enorme emaranhado de prantos
Que lhe servia de garantia...
Que acabasse tudo em barrancos!
Um mundo sem ordens se erguia
Você da própria sombra se escondia
Suspirando um antigo canto
E todos lhe esqueciam da noite para o dia!
Você, nefasto ninguém que mentira,
Já não fazia diferença na Terra.
Quem sabe um dia na inevitável quimera
Dos tempos você voltaria...
Para lembrar que todos igual a você fariam:
Mentiriam! Roubariam! E no fim, para variar...
Sumiriam!
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