"Eu não sou uma sonhadora. Só devaneio para alcançar a realidade!" C.Lispector

quinta-feira, 20 de dezembro de 2007

2007!
Fechei os olhos[abri os braços].
5, 4, 3, 2...1!
Abri os olhos.[fechei os braços].
2008!

[garoa]
-Finalmente ano novo.
-E algo novo?
-Não, minha vista continua embaçada.
-Deixa, vou desembaçar pra você.
[ele limpa a lente do óculos dela]

-E agora, algo novo?
-Sim![abre um sorriso]. Minha vista 'desembaçou'.
E a primeira coisa que eu vi foi você!

-E isso é novo?
-Sim! Você nunca limpou a lente do óculos para mim.



[E será que vai ser sempre assim?!]

segunda-feira, 10 de dezembro de 2007

Perdida na Tempestade

Tempestade
Só vultos consigo achar
Calamidade
Correndo louca pra te enxergar

Angustia de estar perdida
Comedida sem tua mão
Um olhar em despedida
Acho que ouvi um trovão

Guarda-chuvas, capas, luvas,
Nada adianta
Sinto o frio e as águas turvas
Cobrem meus olhos como uma manta, me sobe um nó na garganta.

Vejo um clarão
De repente paro e penso de sumo:
O que é o amor na escuridão?
Um ser na ausência do outro, ambos sem rumo?!

sábado, 1 de dezembro de 2007

29/out/2007


Eu já não cabia mais em mim. Porque em mim já não cabia a enorme necessidade de ser amada, de ser querida. Essa protuberância transbordava de minha boca junto com minha ânsia. Doei-me tanto para os outros e pelos outros que não me restava sequer o sentimento de vazio, nem isso sequer me pertencia mais. A cada aceitação que recebia de alguém, eu a guardava como se guarda um presente que você gosta tanto que fica com dó de usar e o esconde no fundo de uma gaveta qualquer, e eu guardava todas as minhas aceitações para depois despeja-las ao meu redor e finalmente ser aceita por todos (ou imaginar que assim seria). Essa minha busca incessante por amor recíproco acabou por fazer de mim um ser que não é amado nem por ele próprio. Precisava tanto do amor dos outros que nem reparei que para isso eu precisaria primeiro do meu, teria que me amar primeiro que todos, e amar todos antes que me amassem. Mas como fazer isso sendo que usei todos meus agrados para agradar olhares alheios, que já não sabia mais o que me agradava ou deixava de me agradar? Já não sabia mais do que gostava e do que não gostava mais. Já não mais sabia como ser quem realmente sou.
Me perdi tentando ser quem todos queriam que eu fosse! E agora como ser quem nunca fui e ao mesmo tempo nunca deixei de ser? Como me reencontrar sem me perder? Como se faz para renascer?