"Eu não sou uma sonhadora. Só devaneio para alcançar a realidade!" C.Lispector

quinta-feira, 29 de maio de 2008

Escrevo como quem canta
em baixo do chuveiro num dia de verão.
Como quem se lembra de alguém
ao ouvir uma certa canção,
sem pretensão.
Escrevo sem soberania,
sem me sentir altiva,
sem querer ser a luz do dia.
Escrevo igual criança
que brinca na terra, em cima da árvore,
de pique-esconde, pega-pega
Me escondendo dos medos,
pegando os rasbiscos e formando palavras,
desenhando nomes em castelos de areia.
Escrevo sem segundas intenções,
terceiras até podem ser.

Mas não como quem
tentar ser o que não é.
que acha que pra escrever
não precisa de fé.

Escrevo como quem chora
depois de anos guardando dor !
escrevo ontem, amanhã, agora.
querendo fazer da sua ferida,
amor. indolor.

quarta-feira, 21 de maio de 2008

.Amar o que não há.

Meu coração degela
Sorrisos contidos,
Minha emoção é singela
Meu penar é nutrido.

Sinto o coração bater,
Mas não sinto o sentimento pulsar.
Sinto o sangue correr,
Mas não sinto-o vida se tornar.


A película que protege meu coração
O protegeu também de qualquer emoção
Nada mais me abala.

Sinto que quero amar.
Mas como? Amar o que não há?



Meu coração, contido,
se cala.

segunda-feira, 19 de maio de 2008

As pílulas




Acordo,
Três pílulas de café da manhã.

Fisioterapia,
Uma pílula de café da tarde.

Janta,
Quatro pílulas de sobremesa.

Vida?
Oito pílulas
...diariamente
Para vivê-la.


[ou sobrevivê-la?!]




*(fatos verídicos e paternos.)

quarta-feira, 7 de maio de 2008

-Vou pular !
(Não vai não)

-Mas eu quero tanto...
(E desde quando você fez tudo que quis?)

-Por isso mesmo vou pular, agora é sério.
(Então pula ué!)

-Certo.

[Minutos se passaram.]

(Pulou?)
-Sim

(Mas ainda está aqui em cima!)


-É, minha alma despencou sozinha.