A vida: um mar de angústias com raras ilhas de felicidades.
Nadamos incansavelmente contra as correntes de medos, fragilidades, tristezas e nos afogamos diariamente em nós mesmos.
Somos bravos! corajosos! e estupidamente inocentes. Tentamos tantas vezes colar o mundo com fitas adesivas já tão gastas, tentamos apagar as maldades com mentiras (empurrando-as para baixo dos nossos tapetes de hipocrisias).
E claro, estamos sempre certos. Nos enganamos tão facilmente engolindo essa certeza, mesmo que essa certeza nos leve para o fundo do poço... Dizemos que é uma provação divina, que Deus está testando nossa fé.
E Deus? Deus está ocupado com maiores planos. Temos essa mania ridícula e limitada de pensar que somos a criação mais importante e mais especial diante dessa força divina (e talvez sejamos!), mas isso não nos dá nenhum direito de querer mimo, de querer nos agarrar a desculpas para podermos destruir e triturar nossa vida (ou a dos outros). Que mania mais suja a de pensar que tudo gira ao redor do nosso umbigo.
Por favor, não espere nada em troca ao ajudar uma velhinha à atravessar a rua. "Faça o bem sem olhar à quem". Claro, claro... Puras indulgências disfarçadas de bondade. Deixemos esse pensamento hipócrita de conquistar o céu de lado e façamos o bem com realidade (sem olhar à quem, de verdade), pensando com o coração, e não com o conforto de uma próxima vida!
E que alguém nos olhe, nesse infortúnio mundo, desabando dia-a-dia sobre nossas cabeças, tão pensantes, tão dançantes, tão errantes..
Tão humana e ridiculamente limitada.
*P.S.: Título pensando nas brutalidades haitianas (e também brasileiras). Ai de ti, Haiti. (não que o texto tenha algo a ver... ou tenha.. whatever, surgiu a idéia de repente...rs. Surgiu depois do texto, talvez sem contexto.)
"Eu não sou uma sonhadora. Só devaneio para alcançar a realidade!" C.Lispector
terça-feira, 26 de janeiro de 2010
terça-feira, 5 de janeiro de 2010
Uma estrela brilha no céu, ouço os sons sinfônicos de uma televisão ligada, barulhos na rua, conversas. Sinto um ar puríssimo entrar por minhas narinas e meus olhos se enchem d'água. Está tudo tão bem, tudo tão maravilhoso. A vida nos oferece tudo que há de bom, por que tantas vezes insistimos em ignorar as chances únicas que nos são dadas? Cegamente ignoramos.
Agarro tudo que me é oferecido, agarro toda oportunidade e desculpa para ser feliz que aparece. Ah, mas quantas pessoas ficam pelo caminho... Perdem a chance de crescer espiritualmente e se agarram às futilidades presas na terra, além de se agarrarem à vida que brota do chão. Ficam com medo de atingir as alturas, e eu que gosto de voar o mais alto que posso os vejo tão pequeninos diante à imensidão dos meus sonhos e desejos.
O distanciamento é inevitável, alguém que quer abraçar o mundo e alguém que quer se algemar à ele. Paralelos que nunca se encontram, nunca se encaixam, vagam lado a lado pela eternidade inebriante... pelo cosmo de vida pulsante, sem nunca verdadeiramente se tocarem.
Agarro tudo que me é oferecido, agarro toda oportunidade e desculpa para ser feliz que aparece. Ah, mas quantas pessoas ficam pelo caminho... Perdem a chance de crescer espiritualmente e se agarram às futilidades presas na terra, além de se agarrarem à vida que brota do chão. Ficam com medo de atingir as alturas, e eu que gosto de voar o mais alto que posso os vejo tão pequeninos diante à imensidão dos meus sonhos e desejos.
O distanciamento é inevitável, alguém que quer abraçar o mundo e alguém que quer se algemar à ele. Paralelos que nunca se encontram, nunca se encaixam, vagam lado a lado pela eternidade inebriante... pelo cosmo de vida pulsante, sem nunca verdadeiramente se tocarem.
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