"Eu não sou uma sonhadora. Só devaneio para alcançar a realidade!" C.Lispector

quinta-feira, 29 de dezembro de 2011

"Tempo tempo mano velho... "

O tempo se tornou nada mais que uma forma de controle, que nós - seres pensantes - pensamos (erroneamente) que detemos. E dói, como dói vê-lo passar.
Temos hora certa para trabalhar, pra comer, se exercitar, dizem até que tem hora pra ser feliz. Logo, não é razoável ser feliz no momento e da maneira que você quiser. Isso estragaria a ordem e geraria o caos. E em uma terra de ordem e progresso, a desordem seria o fim menos desejado.
Há tempo (ou não), que nos restringe, nos limita; apenas porque a cada momento deixamos o momento passar, pois estamos muito ocupados calculando meticulosamente os minutos, segundos, milésimos de segundos. Falta meia hora para o expediente acabar, quanta coisa; falta meia hora pro seu ônibus partir, pouca coisa. Já diziam os sábios que o tempo é relativo, e é. O tempo é relativamente desproporcional a nossa estupidez de contá-lo.
O tempo nos regra e temos que obedecê-lo, caso contrário... Caso contrário o quê?! Falando em tempo, faz tempo que não sonho, que não sinto, que não amo. O tempo passa, nós passamos. E a hora é agora, é tempo de desapegar.
A solução prara tudo é mais do que simples: temos que nos desapegar. Quando realizarmos que nada do que pensamos ser nosso, de fato nos pertence, poderemos enfim nos tornar melhores enquanto seres humanos. Não haverá fúteis competições para ver quem é melhor que quem, pois esse "ser melhor" nada mais é que ter mais coisas ou assumir certos cargos. Fica frio camarada, seu carro vai quebrar, se deteriorar; seu emprego será eventualmente de outra pessoa, ou irá se desvalorizar.
Então valorize
a vida
e o tempo.
Ou não, assim você esquece - e vive verdadeiramente.
Desapegar das pessoas também não é de todo ruim, essa falsa ideia de propriedade que criamos e colocamos sobre nossos iguais, só nos faz cair num terreno movediço que nos suga pra dentro de nós mesmos, de onde não conseguiremos mais sair. Então pare de cantar aos quatro ventos que "ninguém é de ninguém" e que você está na pista pra negócio. Você não está, você apenas quer prender quem deseja e ser livre quando der na telha. Vejo gente reivindicando igualdade de gênero, sexo, etnia, oportunidades de trabalho, quando não tratam por igual nem mesmo as pessoas ao seu redor, suas e seus colegas de luta. Antes de levantar qualquer bandeira, temos que nos assumir enquanto seres humanos, e assumir que a outra/qualquer pessoa também o é. E o que é "ser" além de um verbo? O que é "humano" além de um adjetivo? Ser é algo que não passa, diferente de estar - é a essência que carregamos (e na maioria das vezes não temos a menor ideia do que isso seja). Humano é algo que pensa, e sente, e possui aquele tal polegar opositor que não se opõe a nada. É pensar - diferente de refletir - sempre (mas às vezes esse ato de pensar vem no momento posterior ao de falar, aí já viu né?!), sentir sempre e sorrir nem sempre.
O resto é resto, e está aí para ser juntado e utilizado novamente, reciclar a vida e as ideias é o primeiro passo para a conservação do mundo - seja do seu mundinho ou do nosso mundão (e o diminutivo aqui não é para inferiorizar). Não espere uma virada de ano para fazer resoluções, para utilizar a palavra mudança tão repetidamente. Somos mutantes (não que nem na novela), somos inconstantes, extremamente variáveis. Contradizendo todas as leis da física, somos massa sem peso algum (se sós).
Queria escrever mais, mas não da tempo. Quem sabe o ano que vem, as palavras me venham com mais frequência - elas sumiram tantas vezes. O tempo está fechando no céu, que escurece. Mas dá tempo, tem que dar. Sempre é tempo
de sonhar.

2 comentários:

  1. Lindo blog!!
    Estou seguindo também ^^
    Grandes beijos
    Um lindo 2012 pra vc!

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  2. Olá, estou te convidando para visitar o meu novo blog, tenho certeza que ira gostar, beijinhos.
    http://fasesdegarota.blogspot.com/

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"Eu vou me acumulando, me acumulando, me acumulando - até que não caibo em mim e estouro em palavras." - C. Lispector